quarta-feira, 29 de maio de 2013

MIA COUTO VENCE PRÉMIO CAMÕES 2013






O Prémio Camões deste ano foi atribuído a Mia Couto.
O anúncio do vencedor, noticiado pela agência Lusa, foi feito nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, onde o júri se reuniu.
O escritor moçambicano Mia Couto é o vencedor da 25.ª edição do prémio, que distingue um autor da literatura portuguesa.
O júri integrou os escritores José Eduardo Agualusa e João Paulo Borges Coelho, o jornalista José Carlos Vasconcelos, a catedrática Clara Crabbé Rocha, o crítico Alcir Pécora e o embaixador e membro da Academia Brasileira de Letras Alberto da Costa e Silva.
A reunião decorreu no Palácio Gustavo Capanema, sede do Centro Internacional do Livro, Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
José Carlos Vasconcelos disse que foi «ponderado tudo o que significa [a obra de Mia Couto] nas literaturas de Língua Portuguesa e na de Moçambique». «Ao longo de 30 anos de publicação, ele construiu uma vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e profunda humanidade, o que tem sabido renovar na sua produção», acrescentou o jurado.
A obra de Mia Couto, «inicialmente, foi muito valorizada pela criação e inovação verbal, mas tem tido uma cada vez maior solidez na estrutura narrativa e capacidade de transportar para a escrita a oralidade», disse Vasconcelos explicando que o júri considera que a obra de Mia Couto conseguiu «passar do local para o global».
O Prémio Camões foi criado em 1988 por Portugal e pelo Brasil para distinguir um autor de língua portuguesa que, «pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum».
Em 2012 foi atribuído ao escritor brasileiro Dalton Trevisan e no ano anterior ao escritor português Manuel António Pina.
Ferreira Gullar (2010), Arménio Vieira (2009), António Lobo Antunes (2007), Sophia de Mello Breyner Andresen (1999), Pepetela (1997), José Saramago (1995) e Jorge Amado (1994) também já foram distinguidos com o Prémio Camões que, na primeira edição, reconheceu a obra de Miguel Torga.

Em 2006, o escritor angolano José Luandino Vieira recusou o prémio.

Lista dos distinguidos com o Prémio Camões:
1989 Miguel Torga, Portugal
1990 João Cabral de Melo Neto, Brasil
1991 José Craveirinha, Moçambique
1992 Vergílio Ferreira, Portugal
1993 Rachel Queiroz, Brasil
1994 Jorge Amado, Brasil
1995 José Saramago, Portugal
1996 Eduardo Lourenço, Portugal
1997 Pepetela, Angola
1998 António Cândido de Mello e Sousa, Brasil
1999 Sophia de Mello Breyner Andresen, Portugal
2000 Autran Dourado, Brasil
2001 Eugénio de Andrade, Portugal
2002 Maria Velho da Costa, Portugal
2003 Rubem Fonseca, Brasil
2004 Agustina Bessa-Luís, Portugal
2005 Lygia Fagundes Telles, Brasil
2006 José Luandino Vieira, Portugal/Angola
2007 António Lobo Antunes, Portugal
2008 João Ubaldo Ribeiro, Brasil
2009 Arménio Vieira, Cabo Verde
2010 Ferreira Gullar, Brasil
2011 Manuel António Pina, Portugal
2012 Dalton Trevisan, Brasil
2013 Mia Couto, Moçambique



Fonte: tvi24

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Anónimos: livro de contos de José Ribeiro a apresentar este sábado na Biblioteca Municipal de Fafe



A apresentação do livro de contos Anónimos, do autor José Ribeiro, com a chancela da editora Alfarroba, está marcada para este sábado, 25 de maio, pelas 18h00, na Biblioteca Municipal de Fafe, numa organização do Club Alfa e o apoio da Câmara Municipal de Fafe. 
O autor da obra, José Ribeiro, nasceu numa aldeia de Celorico de Basto, Borba da Montanha, tendo depois vivido a sua adolescência e juventude já em Fafe, na freguesia de Regadas. Foi nesta localidade que mostrou as suas verdadeiras aptidões para lidar com pessoas, aquando da sua monitorização do grupo de Lobitos nos Escuteiros. Após a conclusão do ensino secundário, na Escola Secundária de Fafe, ingressou no curso de Psicologia da Universidade de Coimbra. Entre outras paragens e experiências profissionais, salienta-se a sua passagem como orientador num Centro Educativo em Celorico da Beira, estando atualmente a exercer funções no Centro de Emprego de Oeste Norte da Delegação Regional de Lisboa e Vale do Tejo do IEFP. 
Na coletânea de contos que compõem a obra Anónimos, José Ribeiro apresenta a inspiração recolhida sobretudo na aldeia que o viu nascer, na mais pura ruralidade, como se depreende nas palavras do autor: «Os autores das histórias que conheci desses primeiros tempos não habitavam livros, mas ruas lamacentas que acolhiam as suas incessantes passadas de trabalho. Os meus avós e os seus vizinhos iniciaram-me nesta literatura da palavra falada e por vezes maravilhosamente ficcionada». Mais tarde, conforme o seu crescimento e envolvimento intelectual, descobre nos livros «… espanto e rapidamente se tornaram indefectíveis companheiros. Primeiro interessado nos segredos do universo depressa encontrei nos Homens segredos maiores e decifradores intemporais! Com alguma naturalidade tornei-me psicólogo com a velada presunção de igualmente poder decifrar os mistérios humanos». 
Em 2011, o autor foi selecionado no concurso da Alfarroba e publicou o primeiro conto. Este prémio mereceu a atenção da autarquia fafense que lhe atribuiu um voto de louvor proposto pelo Vereador da Cultura e aprovado por unanimidade. Tendo ficado ainda outros contos por divulgar, Anónimos surge agora como um meio de transporte para mostrar a história de outras vidas alheias que facilmente serão identificadas na vida de cada leitor atento, descobrindo, desta forma, que os Anónimos têm rosto.

terça-feira, 23 de abril de 2013

DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DE AUTOR


Hoje, dia 23 de Abril, comemora-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.

O dia foi batizado por iniciativa da UNESCO, em 1996, como forma de celebrar um pouco por todo o mundo o prazer da leitura.
A razão para a escolha do dia 23 de Abril deve-se ao facto de ser uma data simbólica para a literatura pois, neste dia, nasceram e desapareceram importantes escritores mundiais, como William Shakespeare.
Em Portugal, o dia é festejado em várias cidades portuguesas que organizam atividades para todas as idades e gostos.

A Biblioteca Municipal de Fafe assinala este dia com duas iniciativas.
A primeira consiste na colocação de cartazes com os "Direitos do leitor", à entrada de cada secção .
A segunda uma mostra bibliográfica com o símbolo do copyright a alertar para para a proibição da cópia nesse dia na biblioteca.  









CONTO ANDARILHO

Rede de Bibliotecas de Fafe celebra Dia Mundial do Livro com leitura do conto “Imaginação Marítima”, criado pelos alunos
Com intuito de estimular para a escrita e no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor (23 de abril), a Rede de Bibliotecas de Fafe desafiou os agrupamentos de escolas do concelho a criar um conto andarilho numa wiki. O título escolhido pela biblioteca municipal foi “Imaginação Marítima”. O primeiro parágrafo foi escrito por uma leitora, criteriosamente, escolhida pela biblioteca municipal e o restante pelos alunos das turmas do 3º e 8º ano das várias escolas do concelho.
O resultado não podia ter sido melhor. Fomos presenteados com textos magníficos de uma criatividade incrível, que agora temos o prazer de divulgar.



sexta-feira, 12 de abril de 2013

"Livros proibidos" e "Visados pela Comissão de Censura"



A Biblioteca Municipal de Fafe e o Serviço Educativo dos Museus do Município de Fafe, com o apoio do Município de Fafe e Naturfafe, inauguram no próximo dia 15 de abril, na Biblioteca Municipal de Fafe, as exposições “Livros proibidos”e “Visado pela Comissão de Censura.”
São dois olhares sobre o mesmo tema – a liberdade de expressão e seus condicionantes em Portugal, no período compreendido entre 1926 e 1974. A exposição estará patente até ao dia 27 de abril.









Fotografias: Manuel Meira