terça-feira, 2 de julho de 2013

HORÁRIO DE VERÃO

Informamos que a partir de 1 de julho e até ao próximo dia 15 de setembro a BMF inicia o horário de verão.

SEGUNDA
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QUARTA
QUINTA
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9:00h - 12:30h / 14:00 - 17:30
ENCERRADO

JOÃO MARIA NEGREIROS VENCE PRÉMIO DIAS DE MELO

Este ano o Prémio Literário Nacional Dias de Melo foi para o escritor João Maria Henrique Negreiros, graças à sua obra O Sol Morreu Aqui. O júri deste prémio organizado pela editora Ver Açor e pela Câmara Municipal das Lajes do Pico decidiu destacar João Maria Henrique Negreiros pelo "originalíssimo narrador auto reflexivo e subversor da própria narrativa que controla". Este seu livro, O Sol Morreu Aqui, foi considerado de um "inegável valor literário, muito superior à maior parte das que se vão publicando em Portugal".

Além de João Maria Henrique Negreiros, o escritor Nuno Gomes dos Santos teve ainda uma menção honrosa, com a obra Adeus Faraó. Nós Só Adoramos o Sol. O livro foi definido como "uma metáfora, muito bem imaginada e literariamente bem conseguida, sobre a desilusão de um combatente contra o regime da ditadura posto perante a realidade de um país que não se reconstruiu conforme os sonhos que lhe tinham custado tantos sacrifícios".

Outra menção honrosa do Prémio Dias de Melo foi para Coração de Lava, um conjunto de poemas de José Luís Tavares.

Fonte: DN

JOSÉ LUÍS PEIXOTO GANHA PRÉMIO SALERNO LIVRO D'EUROPA

O escritor José Luís Peixoto, de 38 anos, venceu a primeira edição do Prémio Salerno Livro d'Europa, em Itália, com a obra "Livro", anunciou esta segunda-feira a editora Quetzal.

O romance do escritor natural de Galveias, em Ponte de Sor, foi o escolhido entre outros quatro títulos finalistas, de autores europeus com menos de 40 anos.


O "Livro" foi recentemente publicado em Itália pela Einaudi.

O júri do galardão foi "constituído por 50 leitores e 50 personalidades ligadas ao meio editorial italiano", esclarece em comunicado a editora portuguesa.

"Livro" foi publicado em Portugal em 2010, pela Quetzal Editores, e foi também finalista do Prémio Femina, atribuído em França.

A obra "Cemitério de Pianos", de Peixoto está na primeira lista do Prémio Impact Dublin, prémio a que concorrem obras publicadas em língua inglesa, nomeadas por livreiros de todo o mundo.

José Luís Peixoto venceu em 2001 o Prémio Saramago com o romance "Nenhum Olhar". O escritor já recebeu também os prémios Daniel Faria e Cálamo Outra Mirada, ambos em 2008


Fonte: JN

sexta-feira, 31 de maio de 2013

RICARDO ARAÚJO PEREIRA GANHA GRANDE PRÉMIO DA CRÓNICA


O livro Novas Crónicas da Boca do Inferno valeu ao autor-actor o Grande Prémio da Crónica atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores em parceria com a Câmara Municipal de Sintra.
O prémio, no valor de cinco mil euros, foi atribuído “por unanimidade” por um júri constituído pelos escritores Alice Vieira e Manuel Jorge Marmelo e pelo professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Manuel Frias Martins.
Os jurados viram em Novas Crónicas da Boca do Inferno “um conjunto de crónicas que revela um notável tratamento da língua portuguesa, o qual, associado a um humor inteligente e mordacidade crítica, assegura a qualidade e perenidade dos respectivos textos”, diz a acta justificativa do prémio.
O livro de Ricardo Araújo Pereira foi publicado em Novembro de 2009 pela Tinta da China e reúne crónicas semanais publicadas pelo autor-actor na revista Visão, entre 2007 e 2009 – o prémio da APE dizia respeito as obras lançadas em 2009 e 2010. Uma primeira edição de crónicas do autor, com o título Boca do Inferno, tinha já sido publicada pela mesma editora em 2007. Também na Tinta da China, o comediante editou uma selecção de guiões do seu programa radiofónico Mixórdia de Temáticas.
Ao Grande Prémio da Crónica da APE/CMS concorreram 21 títulos, tendo o júri seleccionado quatro que entraram na disputa final. Foram eles, para além do de Ricardo Araújo Pereira, As Vidas dos Outros, de Pedro Mexia, O Fiasco do Milénio, de Rui Tavares, e Sermões Impossíveis, de Fernanda Câncio, todos eles também com a chancela da Tinta da China.
O prémio vai ser entregue ao vencedor “em sessão pública a realizar oportunamente”, diz o comunicado da APE, que lembra terem já sido distinguidos, neste género, os escritores Maria Judite de Carvalho, Ilse Losa, Manuel Poppe, Álvaro Guerra, Mário Cláudio, Baptista-Bastos e José Cutileiro.
Ricardo Araújo Pereira (n. Lisboa, 1974) é principalmente conhecido como comediante. Mas – lembra a biografia apresentada pela agência Lusa – começou por ser jornalista, tendo iniciado a carreira no JL – Jornal de Letras, Artes & Ideias. Passou também, como colunista, pelo Expresso e Diário de Notícias, antes da revista Visão. Entrou, depois, para as Produções Fictícias, como argumentista, tendo sido co-autor de vários programas de televisão e rádio, nomeadamente os apresentados pelo humorista Herman José (RTP e SIC).
Em 2003, Ricardo Araújo Pereira começou também a enfrentar as câmaras de televisão no programa Levanta-te e Ri (SIC), altura em que se associou a José Diogo Quintela, Tiago Dores e Miguel Góis. Nasceu aí o colectivo Gato Fedorento, que viria a participar em várias séries da SIC Radical e, mais tarde, na RTP.
Actualmente, Ricardo Araújo Pereira escreve em vários jornais e revistas, participa em programas semanais de rádio, designadamente na TSF, e no Governo Sombra, da TVI, com Pedro Mexia e João Miguel Tavares.


Fonte: Público

quarta-feira, 29 de maio de 2013

MIA COUTO VENCE PRÉMIO CAMÕES 2013






O Prémio Camões deste ano foi atribuído a Mia Couto.
O anúncio do vencedor, noticiado pela agência Lusa, foi feito nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, onde o júri se reuniu.
O escritor moçambicano Mia Couto é o vencedor da 25.ª edição do prémio, que distingue um autor da literatura portuguesa.
O júri integrou os escritores José Eduardo Agualusa e João Paulo Borges Coelho, o jornalista José Carlos Vasconcelos, a catedrática Clara Crabbé Rocha, o crítico Alcir Pécora e o embaixador e membro da Academia Brasileira de Letras Alberto da Costa e Silva.
A reunião decorreu no Palácio Gustavo Capanema, sede do Centro Internacional do Livro, Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
José Carlos Vasconcelos disse que foi «ponderado tudo o que significa [a obra de Mia Couto] nas literaturas de Língua Portuguesa e na de Moçambique». «Ao longo de 30 anos de publicação, ele construiu uma vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e profunda humanidade, o que tem sabido renovar na sua produção», acrescentou o jurado.
A obra de Mia Couto, «inicialmente, foi muito valorizada pela criação e inovação verbal, mas tem tido uma cada vez maior solidez na estrutura narrativa e capacidade de transportar para a escrita a oralidade», disse Vasconcelos explicando que o júri considera que a obra de Mia Couto conseguiu «passar do local para o global».
O Prémio Camões foi criado em 1988 por Portugal e pelo Brasil para distinguir um autor de língua portuguesa que, «pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum».
Em 2012 foi atribuído ao escritor brasileiro Dalton Trevisan e no ano anterior ao escritor português Manuel António Pina.
Ferreira Gullar (2010), Arménio Vieira (2009), António Lobo Antunes (2007), Sophia de Mello Breyner Andresen (1999), Pepetela (1997), José Saramago (1995) e Jorge Amado (1994) também já foram distinguidos com o Prémio Camões que, na primeira edição, reconheceu a obra de Miguel Torga.

Em 2006, o escritor angolano José Luandino Vieira recusou o prémio.

Lista dos distinguidos com o Prémio Camões:
1989 Miguel Torga, Portugal
1990 João Cabral de Melo Neto, Brasil
1991 José Craveirinha, Moçambique
1992 Vergílio Ferreira, Portugal
1993 Rachel Queiroz, Brasil
1994 Jorge Amado, Brasil
1995 José Saramago, Portugal
1996 Eduardo Lourenço, Portugal
1997 Pepetela, Angola
1998 António Cândido de Mello e Sousa, Brasil
1999 Sophia de Mello Breyner Andresen, Portugal
2000 Autran Dourado, Brasil
2001 Eugénio de Andrade, Portugal
2002 Maria Velho da Costa, Portugal
2003 Rubem Fonseca, Brasil
2004 Agustina Bessa-Luís, Portugal
2005 Lygia Fagundes Telles, Brasil
2006 José Luandino Vieira, Portugal/Angola
2007 António Lobo Antunes, Portugal
2008 João Ubaldo Ribeiro, Brasil
2009 Arménio Vieira, Cabo Verde
2010 Ferreira Gullar, Brasil
2011 Manuel António Pina, Portugal
2012 Dalton Trevisan, Brasil
2013 Mia Couto, Moçambique



Fonte: tvi24

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Anónimos: livro de contos de José Ribeiro a apresentar este sábado na Biblioteca Municipal de Fafe



A apresentação do livro de contos Anónimos, do autor José Ribeiro, com a chancela da editora Alfarroba, está marcada para este sábado, 25 de maio, pelas 18h00, na Biblioteca Municipal de Fafe, numa organização do Club Alfa e o apoio da Câmara Municipal de Fafe. 
O autor da obra, José Ribeiro, nasceu numa aldeia de Celorico de Basto, Borba da Montanha, tendo depois vivido a sua adolescência e juventude já em Fafe, na freguesia de Regadas. Foi nesta localidade que mostrou as suas verdadeiras aptidões para lidar com pessoas, aquando da sua monitorização do grupo de Lobitos nos Escuteiros. Após a conclusão do ensino secundário, na Escola Secundária de Fafe, ingressou no curso de Psicologia da Universidade de Coimbra. Entre outras paragens e experiências profissionais, salienta-se a sua passagem como orientador num Centro Educativo em Celorico da Beira, estando atualmente a exercer funções no Centro de Emprego de Oeste Norte da Delegação Regional de Lisboa e Vale do Tejo do IEFP. 
Na coletânea de contos que compõem a obra Anónimos, José Ribeiro apresenta a inspiração recolhida sobretudo na aldeia que o viu nascer, na mais pura ruralidade, como se depreende nas palavras do autor: «Os autores das histórias que conheci desses primeiros tempos não habitavam livros, mas ruas lamacentas que acolhiam as suas incessantes passadas de trabalho. Os meus avós e os seus vizinhos iniciaram-me nesta literatura da palavra falada e por vezes maravilhosamente ficcionada». Mais tarde, conforme o seu crescimento e envolvimento intelectual, descobre nos livros «… espanto e rapidamente se tornaram indefectíveis companheiros. Primeiro interessado nos segredos do universo depressa encontrei nos Homens segredos maiores e decifradores intemporais! Com alguma naturalidade tornei-me psicólogo com a velada presunção de igualmente poder decifrar os mistérios humanos». 
Em 2011, o autor foi selecionado no concurso da Alfarroba e publicou o primeiro conto. Este prémio mereceu a atenção da autarquia fafense que lhe atribuiu um voto de louvor proposto pelo Vereador da Cultura e aprovado por unanimidade. Tendo ficado ainda outros contos por divulgar, Anónimos surge agora como um meio de transporte para mostrar a história de outras vidas alheias que facilmente serão identificadas na vida de cada leitor atento, descobrindo, desta forma, que os Anónimos têm rosto.