quarta-feira, 16 de outubro de 2013

NEOZELANDESA ELEANOR CATTON COM 28 ANOS GANHOU O MAN BOOKER PRIZE

A escritora neozelandesa Eleanor Catton tornou-se esta noite aos 28 anos a distinguida mais nova com o Man Booker Prize, o galardão literário mais prestigiado do Reino Unido, com a sua novela «The Luminaries».




O romance é centrado na figura do aventureiro Walter Moody e tem por pano de fundo a corrida ao ouro na Nova Zelândia em meados do século XIX.

O presidente do júri, Robert Macfarlane, descreveu o livro, de 832 páginas, o mais longo dos que já ganharam o prémio, como «deslumbrante».


terça-feira, 15 de outubro de 2013

NOVO LIVRO DE MARGARIDA REBELO PINTO

O Clube do Autor anunciou que a 17 de outubro sai o novo livro de Margarida Rebelo Pinto, "Há Sempre Uma Primeira Vez", descrito pela editora como «retrato atual e bem humorado sobre as complicadas relações entre homens e mulheres, sobre o que dizem as mulheres e os homens entendem e vice versa».


PRÉMIO LEYA PARA GABRIELA RUIVO TRINDADE

Gabriela Ruivo Trindade numa foto retirada do Facebook
O romance Uma Outra Voz, de Gabriela Ruivo Trindade, uma portuguesa residente em Londres, ganhou esta terça-feira o Prémio Leya, no valor de cem mil euros. 

Tal como acontecera com o vencedor da edição de 2011, João Ricardo Pedro, a autora, uma psicóloga de 43 anos, está neste momento desempregada.

Manuel Alegre, presidente do júri, depois de aberto o envelope onde está escrito o nome do concorrente, comunicou por telefone a Gabriela Trindade a notícia de que era vencedora do Prémio Leya. Nessa altura ficou a saber que ela nunca tinha escrito um romance e também nunca tinha publicado. “É um romance onde se cruzam histórias individuais com a história colectiva. É um romance onde se cruzam várias personagens e é também a história de uma cidade do Alentejo, Estremoz”, disse ao PÚBLICO o escritor.

“Tem personagens femininas muito fortes, isso foi uma das coisas que mais me marcou e uma história de amor também muito forte”, acrescentou. E tem ainda “traços de originalidade e modernidade” como o facto de mostrar algumas fotografias de um personagem que a certa altura vai para África, são fotografias dos anos 30, numa fazenda de café. “Foi uma boa escolha. Vê-se que num período de crise destes, as pessoas estão a procurar soluções pela criatividade e neste caso pela criatividade literária.”

A obra vencedora, anunciada esta terça-feira de manhã, foi escolhida por um júri que incluiu também os escritores Nuno Júdice, Pepetela e José Castello, e ainda José Carlos Seabra Pereira, da Universidade de Coimbra, Lourenço do Rosário, reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, e Rita Chaves, da Universidade de São Paulo.

O poeta Nuno Júdice disse que destacaria em primeiro lugar “a qualidade da escrita” na obra da premiada. “A coerência com que a história de uma família de Estremoz é narrada desde o século XIX até este século sem seguir o cânone do romance realista do século XIX.”  Retrata a realidade, pouco conhecida, da emigração para África muito antes da guerra colonial. "É uma visão muito inovadora da nossa história com pouco mais de um século."

Com cerca de 300 páginas, é um romance contado a várias vozes, com personagens femininas muito fortes, em que o ponto de vista da história se vai alterando. Júdice, tal como Alegre, explicou que não se trata de uma narração simples, mas de um romance em que por vezes encontramos documentos visuais que nos permitem ver melhor o que foi essa época: “Junta fotografia com ficção.”

A força do livro está para o crítico literário brasileiro José Castello, que também fez parte do júri, “na insatisfação” que gera a escrita de Gabriela Ruivo Trindade. “É uma escrita polifónica. Uma escrita que mistura fotografia, árvore genealógica, é uma escrita inquieta”, disse Castello ao PÚBLICO. “Muitas vezes existem livros bem narrados, bem organizados mas escritos com medo. Escritos dentro de modelos clássicos, repetitivos. E esse livro, mal você começa a ler começa a descobrir que está entrando num terreno que nunca pisou."

Para o crítico, "essa aposta numa escrita muito original, num olhar original sobre o mundo me parece que foi o motivo mais forte para premiar esse livro”. O romance tem “um entrelaçamento de histórias” mas “o principal são as vozes”. “Você nunca sabe direito os limites de fantasia e de realidade. É um livro muito interessante, só lendo mesmo para poder entender”, acrescentou.

Segundo o grupo Leya, esta foi, até agora, a edição “mais concorrida e internacional” do prémio, com 491 originais oriundos de 14 países. Instituído em 2008 com o objectivo de distinguir anualmente um romance inédito escrito em língua portuguesa, o prémio foi nesse ano atribuído ao livro O Rastro do Jaguar, do jornalista e ficcionista brasileiro Murilo Carvalho. No ano seguinte venceu o escritor e historiador moçambicano João Paulo Borges Coelho, com o romance O Olho de Hertzog, e em 2010 o júri, também então presidido por Manuel Alegre, decidiu não atribuir o prémio, entendendo que nenhum dos originais recebidos tinha qualidade para o receber.


Nos últimos dois anos, o Prémio Leya ficou em Portugal: em 2011 recebeu-o João Ricardo Pedro, com O Teu Rosto Será o Último, e ano passado foi a vez de Nuno Camarneiro, com o romance Debaixo de Algum Céu.

FONTE: PÚBLICO

APRESENTAÇÃO DO LIVRO DE POESIA DE JOÃO GONÇALVES


CURSO LIVRE SOBRE A GUERRA COLONIAL - FICHA DE INSCRIÇÃO

O Núcleo de Artes e Letras de Fafe vai levar a efeito o II Curso Livre de História Local, sobre a temática do impacto da Guerra Colonial (1961-1974) no concelho de Fafe.

O curso terá início em 24 de Outubro e decorrerá semanalmente às quintas-feiras, até 21 de Novembro, das 18h30 às 20h00, no auditório da Biblioteca Municipal de Fafe, sendo aberto a toda a comunidade, desde os ex-combatentes da guerra colonial ao pessoal docente das escolas do concelho e aos interessados, em geral.

O prazo de inscrição decorre até 21 de Outubro.

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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

GONÇALO M. TAVARES COM NOVO LIVRO NO DIA 29 DE OUTUBRO


«"Atlas do Corpo e da Imaginação" é um livro que atravessa a literatura, o pensamento e as artes passando pela imagem e por temas como os da identidade, tecnologia; morte e ligações amorosas; cidade, racionalidade e loucura, alimentação e desejo, etc. Centenas de fragmentos que definem um itinerário no meio da confusão do mundo, discurso acompanhado por imagens de “Os Espacialistas”, colectivo de artistas plásticos.» (...)

JOSÉ EDUARDO AGUALUSA VENCE PRÉMIO FERNANDO NAMORA


O último romance do escritor angolano José Eduardo Agualusa, Teoria Geral do Esquecimento, é o vencedor do Prémio Literário Fernando Namora, anunciou de sábado para domingo o júri. Esta é a 16.ª edição do galardão de 15 mil euros instituído pelo grupo Estoril-Sol.

Pela primeira vez foram divulgados os finalistas, que além de Agualusa incluía obras dos escritores Afonso Cruz (Jesus Cristo Bebia Cerveja), Ana Cristina Silva (O Rei do Monte Brasil), Julieta Monginho (Metade Maior) e Rui Nunes (Barro).